A ideia da plataforma é ser um ambiente de comunicação entre as partes. Quer aproximar alguém com dúvidas para tirá-las com um especialista da área e, caso precisem fechar um contrato, o aplicativo disponibiliza sugestões de valores para diferentes serviços. Porém, o acordo é feito fora do app. “O aplicativo disponibiliza um chat para a comunicação entre as partes. É uma forma de democratização da justiça porque ele vai chegar a pessoas de todas as classes. Além do mais, os profissionais estão disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite, o que torna prático seu acesso”, explica Patrícia Barreto, cofundadora do Oi Advogado.

“Para se cadastrar na ferramenta, o advogado precisa ser da OAB. Mas vemos que os profissionais que se cadastram são os mais jovens, aqueles que saíram da faculdade, mas ainda não conseguiram um emprego”, conta Barreto.

Para ajudar na precificação de um serviço e orientar advogados e clientes, o aplicativo disponibiliza uma tabela da OAB de todos os estados com sugestões de valores para cada tipo de atendimento.

Aplicativo Oi Advogado funciona como ferramenta de comunicação entre profissionais e clientes. App quer democratizar o acesso à justiça

Quanto ao modelo de negócios do aplicativo, o Oi Advogado cobra uma mensalidade dos profissionais cadastrados de R$ 39,90.  Porém, o advogado paga apenas se ele quiser ter o recurso de responder a questões dos clientes que são feitas no app.Desta forma, ele se destaca e chama a atenção para si na ferramenta. Se não, o aplicativo conta com a geolocalização para selecionar os profissionais mais adequados para ajudarem as pessoas mais próximas. Para os clientes, por sua vez, a utilização é gratuita.

Futuro

Para os próximos meses, o app vai disponibilizar dois novos serviços. Um deles diz respeito à jurisprudência: os advogados cadastrados terão acesso a decisões de casos. “Quando trabalhamos num caso, sempre pesquisamos sobre processos semelhantes para podermos estar por dentro do que está acontecendo. Isso nos dá embasamento e conhecimento”, explica Barreto.

A outra novidade está relacionada à parte correspondente, ou seja, quando um advogado contrata outro profissional, porém, em outra cidade, para fazer algo que não seja complexo e que demandaria um custo alto de deslocamento para a parte que mora longe. Neste caso, e apenas nesse momento, o aplicativo deverá permitir o pagamento in-app para esses profissionais. “Oferecemos esse serviço, mas muitas vezes o advogado acaba não sendo remunerado. A ideia é preservar o pagamento desses profissionais. Não temos intenção de que todos os pagamentos passem pelo aplicativo porque para a gente isso não faz sentido. Mas, nesse caso, é importante e devemos lançar o recurso em poucos meses”, explica Barreto.